segunda-feira, julho 10, 2006

Passeio com almoço entre os Templários e o Nabão



Com o pretexto de uma almoçarada com amigos, bons amigos, e sob os auspícios do MCV - Moto Clube Virtual, rumei a Tomar aproveitando o sol da Primavera e a possibilidade de "saborear" o Ribatejo.
A Receber-nos estavam o Filipe e a Cristina, simpaticissímo casal motociclista, que se desdobrou para que todos estivessem em sua própria casa.
E de facto, o Centro Cultural e Recreativo da Freguesia de Carregueiros- Tomar, onde almoçámos, foi, verdadeiramente a nossa casa e sobretudo a nossa sala de jantar.
Mas, regressemos um pouco atrás.
Tendo seguido com mais quatro amigos, da Invicta - que é como quem diz de Valadares VNG (ponto de encontro) - chegamos pelas 10h50. Esperavam-nos um simpático grupo de "Virtuais" companheiros, com os quais partimos, de imediato, para uma passeata pelas redondezas que, auxiliada por um café de permeio, nos abriu o apetite. Não é que fosse preciso, mas...
Demos uma volta pelo concelho, desfrutando de um mágnífico sol e de uma paisagem deslumbrante. O ar era de tal maneira puro que as motas pareciam "queimar" menos gasolina. Foi então que nos dirigimos para a almoçarada, no já referido Centro Cultural.
Lutámos, pois, contra um caldo verde, umas febras, uma feijoada, salada de frutas e bolos dos santos para acompanhar o café. Fantástico, mesmo, é que estes ribatejanos, não sendo durienses produzem um vinho muito simpático. Quem diria!
Enfim, lá fomos visitar a Concentração motard que por lá decorria, a convite do Moto Clube Cavaleiros de Cristo, após o que me dirigi a Condeixa, Coimbra e, então pela AE, até ao Porto.
Tomar e o Ribatejo mais do que justificam um fim-de-semana de atenção. Um dia é de facto pouco para o Convento de Cristo, a Barragem de Castelo do Bode e as praias do Tejo, bem como a cidade anfitriã. Tomar é hoje uma cidade muito mais bonita do que há umas três décadas.
O Ribatejo é, também, um grande local para andar de mota!
E há lugares que não sejam?
Pedro Lopes

segunda-feira, junho 12, 2006

Milhares desceram ao Terreiro do Paço




Mototurismo a Norte não perdia a "viagem da saison", por nada.
Desde a Área de Serviço de Antuã até Lisboa, equanto outros companheiros "viajavam" da AS de Almodôvar até ao nosso encontro (à saída da Ponte Vasco da Gama). A 60 Kms/h na AE? Desculpem a expressão, mas, "vocês não estão bem a ver!" Imaginam a emoção de nos encontrarmos (à décima de segundo) no ponto combinado? Boa organização do GAM - Grupo de Acção Motociclista e uma belissíma participação de milhares de motociclistas portugueses.
Num dos melhores dias de praia do ano, Domingo, mais de 5 horas de auto estrada para mostrar indignação e apontar soluções. E depois mais 3 horas para regressar.
Esta é, verdadeiramente, gente de que nos orgulhamos de conhecer e a cuja classe nos honramos de pertencer. Mulheres e Homens que mostram firmeza sem fazer disparates. Gente que se indigna, mas aponta o caminho! Gente que não está do lado do PROBLEMA, mas antes da SOLUÇÃO.
Porque nos fomos manifestar [do manifesto do GAM]
  • PELA EDUCAÇÃO E PREVENÇÃO
  • POR UMA MELHOR FORMAÇÃO DOS CONDUTORES
  • PELA MELHORIA DA CONCEPÇÃO, CONSERVAÇÃO E SINALIZAÇÃO DAS VIAS
  • PELO CUMPRIMENTO DA "LEI DOS RAILS"
  • PELA MOBILIDADE NOS CENTROS URBANOS
  • PELO CORRECTO USO DOS RECURSOS NATURAIS
  • PELA CRIAÇÃO DA CLASSE DE MOTOCICLOS NAS PORTAGENS
  • CONTRA OS ABUSOS PRATICADOS NAS VIAS "EM OBRAS"
  • PELA REDUÇÃO DO I.V.A. NOS EQUIPAMENTOS PESSOAIS DE SEGURANÇA
  • CONTRA A DISCRIMINAÇÃO DOS MOTOCICLISTAS

Os motociclistas portugueses não são nem melhores, nem piores, que os restantes utentes da via pública, e apenas exigem igual respeito.
Os motociclistas portugueses defendem, acerrimamente, a segurança rodoviária e não estão disponíveis para servirem de "bode expiatório" da elevada sinistralidade rodoviária para a qual não contribuem. [fim de citação]

Senhor Secretário de Estado esta Manifestação pode ser vista de duas formas; como um problema ou como uma oportunidade. Certamente que V. Ex.ª verá isto como uma oportunidade. É o que, certamente todos, desejamos.
Pedro Lopes - PETRUS

sexta-feira, junho 09, 2006

Manif. pelas Motas e pelo Motociclismo na net

O GAM - Grupo de Acção Motociclista estreou ontem, 08/06/2006 o seu site.
www.gam.com.pt estreia-se a promover a Manifestação pelas Motas e pelo Motociclismo de que já vos falamos.
Não se esqueça; em 11 de Junho de 2006 vamos ao Terreiro do Paço dizer, ao Sr. Secretário de Estado da Administração Interna (Ascenso Simões), que somos a SOLUÇÃO e não o problema.
Mototurismo a Norte faz a reportagem - mas não substitui a falta que cada um de vós fará. Não deixem de ir - pela vossa paixão, a Mota.

quinta-feira, maio 25, 2006

Jornada de luta pela defesa das motas e do motociclismo


Estimados companheiros,
Neste momento - Mototurismo a Norte - vai dedicar-se a uma actividade que, não estando definida no seu estatuto editorial, nos parece pertinente.
De facto, vamos efectuar a reportagem de uma Manifestação de Motociclistas. Trata-se de uma viagem através do respeito e da moral e que será percorrida na AE1.
No próximo dia 11 de Junho, acompanharemos e faremos a reportagem de uma viagem entre Antuã e o Terreiro do Paço.
Vamos, até lá, solicitar àqueles que nos governam que não "usem" os que, de entre nós, morrem a favor do seu mediatismo. Que pare a descriminação que pende sobre nós. Para que se formem os portugueses (todos) para a cidadania, sem o que continuaremos a ter uma vergonhosa sinistralidade. Que a lei dos rails seja cumprida! O problema não é de trânsito, é de infraestruturas e é cívico.
Que os governantes, sejam eles Secretários de Estado ou outros, quando se referirem aos acidentes que envolvem motos e à sua prevenção, saibam o que dizem e do que estão a falar.
Convidamos todos os motociclistas a virem conosco, a participarem nesta acção. Com civismo, mas firmes nos nossos propósitos.
Dia 11 de Junho às 09H00, concentração em Antuã (área de serviço) com os depósitos cheios para não pararmos, nem utilizarmos estas áreas de serviço.
Quem vem de Sul, AE2 , concentra-se na área de serviço de Almodôvar.
Os motociclistas de outras áreas puderão juntar-se às colunas em Leiria e/ou em Grândola.
Esta acção foi convocada pelo GAM - GRUPO ACÇÃO MOTOCICLISTA.

domingo, abril 30, 2006

Rota dos Pelourinhos





Organizado pelo núcleo motociclista do Clube Azibo Aventura de Macedo de Cavaleiros, realizou-se nos dias 29 e 30 de Abril – como de resto vos tínhamos anunciado – o 1º Transnordeste Turístico (Rota dos Pelourinhos).
Há que fazer algumas observações:
1- Quem conhece a capacidade organizadora e a iniciativa do Clube Azibo Aventura na realização de actividades out-door e desportos radicais, não tem por que se espantar com esta realização.
2- Há alguns anos, tive a oportunidade de conhecer um dos organizadores deste evento, o Dr. José Mário Mesquita. E quando ao fim de anos o venho encontrar a liderar esta equipa, fiquei com a certeza de que a Rota dos Pelourinhos tinha tudo para ser um sucesso.
Mas vamos ao que interessa, ou seja, a como tornar um passeio de mota numa actividade cultural, divertida, de convívio e… cheia de curvas.
Ao longo destes dois dias, percorremos o Norte do Distrito de Bragança, visitando mais de duas dezenas de pelourinhos. Partindo de Macedo de Cavaleiros, após as verificações técnicas, em praticamente todas as Freguesias, fomos recebidos com petiscos regionais (bola de carne, chouriço, presunto, queijo, pão, sumos e água – condução oblige -), a simpatia das gentes transmontanas e recordações.
No final do primeiro dia pernoitamos em Vinhais, onde a Autarquia nos presenteou com um simpático jantar e um serão de Karaoke nas piscinas municipais.
Domingo pelas 10h00, já partia a primeira equipa à “caça” dos pelourinhos e de uma almoçarada em Mirandela, dividida por vários Restaurantes uma vez que éramos demasiados para um único. A tarde foi passada à procura de mais pelourinhos e da chegada a Macedo de Cavaleiros onde nos aguardava o jantar, as despedidas e o regresso, embora uma boa parte tenha deixado a viagem de regresso para o dia seguinte, já que era feriado.
Fizemos cerca de 500 Km, sobretudo, de boas e grandes curvas. Fomos recebidos por uma equipa que trabalhou arduamente para que gozássemos à grande… e gozamos. Visitámos um património arquitectónico fantástico que em algumas ocasiões nos encheu os olhos de lágrimas de tão mal tratado que está. O que me faz solicitar à Sra. Ministra da Cultura que dê uma ajuda grande aos autarcas transmontanos, para que recuperem esse imenso espólio arquitectónico, tão grande que me parece mete num chinelo o recheio do Palácio das Carrancas!
Enfim, um fim-de-semana à grande e à motociclista.
Dr. Mesquita, p.f., diga lá à sua equipa que na próxima lá estaremos.
Petrus

quarta-feira, abril 26, 2006

FMototurismo - crónica de uma parte da viagem a Monsarás




Resolvi dedicar mais um dia da minha vida ao Alentejo.
Não sou natural daquelas paragens, mas tenho uma afinidade especial talvez por ligações de amigos de infância que me leva a ir até lá. "Alentejo da minh'alma" é uma expressão que me cabe no coração.
Para quem venha de norte ou de sul, o passeio pode iniciar-se por Alcácer do Sal onde entramos até à rotunda da velha ponte e rumamos até Torrão (onde nasceu e escritor Bernardim Ribeiro) e depois rumamos até ao Alvito. Sempre por estradas do interior e fora dos grandes itinerários, o percurso afigura-se de prazer porque quase não apresenta tráfego rodoviário e a paisagem nesta época do ano é de um colorido devido às inúmeras flores da Primavera que nos obriga a parar para apreciar o espectáculo da natureza.
Deixando para trás o Alvito o rumo é Vidigueira e depois Moura. Trata-se de parte do percurso da Rota dos Vinhos Alentejanos. Ao lado de Moura temos o Alqueva que impõe uma visita a uma das barragens mais famosas da história de Portugal devido ao tempo que levou a construir ... mas parece-me que bem, porque intregra convenientemente a paisagem e troxe alguma frescura a uma zona muito quente do país. Espero que o Turismo adopte ali uma boa política devidamente enquadrada porque o potencial está todo lá.
É depois de uma visita à barragem que rumo a Portel, virando em direcção à Amieira, a seguir a Alqueva onde existe também um bom restaurante na gasolineira da localidade cujo proprietário é uma simpatia e quase me obrigava a partilhar a posta de bacalhau cozido regado com bom azeite alentejano. Por mim tinha almoçado duas vezes, mas o Sr. Pimenta do Aficionado esperava-me na Amieira que fica quase no "meio do nada", mas onde até vive muita gente e até os ciganos têm o seu espaço comercial para vendas de porta a porta. Um ambiente excelente que ali se vive com gentes muito simpáticas.
O Aficionado é uma pequena "tasca" aparentemente, mas que esconde um excelente restaurante com sala no primeiro andar, com um serviço típico, sem pressas, e uma gastronomia muito alentejana. Não vou dizer o que comi porque gosto de "ir e ver o que há para degustar" e recomendo o mesmo aos outros. O vinho mastiga-se, literalmente. Tive pena de não me saciar com ele, mas ia conduzir, assim limitei-me a prová-lo. Ficou a promessa de voltar lá com uma tenda e saco cama ...
Após o lauto almoço passaram-se as provas de tirar a moto do local de estacionamento que era de empedrado, que depois da refeição pesava mais.
Vencida a preguiça o rumo foi a nova aldeia da Luz. Plantada perto das margens da albufeira do Alqueva, a Luz resplandece de um brilho intenso e realmente, embora bem enquadrada e construída com bom gosto, vê-se que é tudo novo, vale a visita, tem um cafézinho muito simpático.
Empoleirado no alto de um monte e dominando toda uma paisagem deslumbrante, Monsarás foi o meu rumo seguinte. Qual pérola alentejana. Ali encontrei o Dr. Víor M. L. Pereira Neves de quem tomei um livro devidamente autografado onde ele retrata e muito dignifica a terra e as gentes daquela linda localidade que teima em não se render no tempo.

Não fiquei em Monsarás, mas o resto do percurso já é outra crónica.

Fernando Santos

Nota: esta crónica encontra-se publicada devidamente autorizada.

sábado, abril 22, 2006

Passeio a Miranda do Douro



Saído do Porto e tendo como destino a belissíma "terra da posta", Miranda do Douro. Da posta e não só, terra de uma belissíma História de defesa das fronteiras de Portugal.
Miranda do Douro vale a pena ser visitada, quer pela simpatia destas gentes transmontanas, quer pelo seu património cultural.
Cidade cercada por uma linda muralha tem, ainda, no seu castelo o pretexto para uma visita ao núcleo antigo do povoado.
Ao turista propõe-se que assista a uma apresentação dos Pauliteiros de Miranda, que procure o contacto com o dialecto mirandes (o único dialecto da nossa lingua) e se perca na fantástica gastronomia local. E não só a posta, faz jus à fama gastronómica da terra.
No regresso tive o cuidado de "serpentear" num trajecto que me conduziu a Mogadouro, Alfandega da Fé, Vila Flor, Murça, Vila Real e Porto. Grandes curvas.
E já agora uma sugestão para os organizadores da "Rota dos Pelourinhos": porque não continuar com a Rota dos Castelos de Trás-os-Montes? Há pelo menos 18 castelos para visitar.

quinta-feira, abril 13, 2006

1º Transnordeste Mototurístico


A Rota dos Pelourinhos. Eis uma fantástica proposta do Clube Azibo Aventura, para os dias 29 e 30 de Abril.
Cerca de 500 kms de passeio cultural através desse património lindissímo que são os pelourinhos de Portugal, desta feita sem sair do Distrito de Bragança. São mais de 20! Acresce a isto dois dias de convívio, passeio através de belas paisagens e a incomparável gastronomia bragançana. Quem vos escreve estas linhas conviveu ao logo de mais de 15 anos semanalmente com esta gente fantástica e sabe que um fim-de-semana em Bragança tem tudo para ser uma aposta ganha.
Informações detalhadas em:

quarta-feira, abril 12, 2006

Desta feita o MARÃO


Fantástico! Desta feita surgiu a oportunidade de percorrer a Serra do Marão - fugindo ao IP4 e -utilizando as centenas de curvas da EN15.
Um dia de sol, a Pousada de S. Gonçalo à minha espera para um almoço delicioso, e... curvas e mais curvas por entre uma paisagem verdadeiramente luxuriante.
Saído do Porto, percorri rápidamentea A4 e em Amarante (depois de tomar um café e comer um papo-de-anjo) entrei na Nacional 15. A seguir, percorri cada uma daquelas curvas à procura da perfeição.
Ah, vocês não estão bem a ver! Do outro mundo!
Já no Alto de Espinho cheguei a uma das belissímas Pousadas de Portugal - S. Gonçalo, onde tomei um aperitivo ao "som" de um jornal diário. Liguei o portátil, vi as minhas mensagens de e-mail e fui almoçar. Atrevi-me no prato vegetariano, eu que nunca tinha comido vegetariano, e fiquei cliente. Bufett de sobremesas, café e... está a andar de mota! Eh! Eh!
Segui, então, para Vila Real e Murça após o que regressei ao Porto.
Bonito passeio a justificar a pernoita - eventualmente nesta Pousada - e a continuação no dia seguinte pelo Parque Natural do Alvão. Quiçá num próximo post visitemos este Parque Natural.
Boas curVas PETRUS

segunda-feira, abril 10, 2006

Passeio à Zona Centro




Da Aguda a Piódão, pelas margens do Ceira e passagens e paragens, entre outras, por Coimbra, Foz do Arouce, Casal de Ermio, Serpins, Vila Nova do Ceira, Góis e Pampilhosa da Serra.
Aqui, em Pampilhosa da Serra, aconselho o Restaurante das Piscinas como ponto de paragem. A verdade é que têm um bife absolutamente delicioso que acompanha com uma salada óptima e umas batatinhas fritas de se lhe tirar o chapéu.
À chegada a Piódão faltou-nos a respiração à vista daquela que é, seguramente, uma das mais bonitas aldeias do mundo.
Percorremos de Mota cerca de 500 Km em fantásticas estradas "absolutamente curvilíneas".
Peguem nas vossas motas - se não têm façam por comprar (novas, usadas ou velhas) - mas não percam a oportunidade de percorrer sítios destes de Mota. Podem ter a certeza de que morrem mais pobres!

Editorial


MototurismoaNorte pretende ser um blog de divulgação das imensas potencialidades turísticas de Portugal - em 2 rodas, o Mototurismo.
Beneficiando da experiência de vários motociclistas, e evidentemente de todos quantos queiram participar, vamos a partir de hoje "dar à estampa" as fantásticas experiências que temos tido.
Fazemos votos de que Turismo, História e Culturas sejam razões de comunicarmos e de enriquecermos mútuamente.
Petrus